O Confeiteiro

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...”Sempre que acordo Com a intenção de não ser O de ontém Mudo E o paradoxo mais bonito È que continuo sendo o mesmo”...

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

NN

Eu sempre achei que haviam muitas consoantes no seu nome
Ainda não descobri o que há por trás do seu sorriso
Mas, noto que ele está cada dia mais belo

Você envelheceu, como eu
Mas, nada mudou
Tudo ainda está como sempre
Aliás, sempre é um bocado de tempo que não muda

Eu não me sinto preso a você
E sim livre
Porque a liberdade é algo que há 

Tem essa estranheza e essas pessoas ao redor
Mas, elas não entendem nada
Então, segue como é 
e está
com  essas suas consoantes e  minhas vogais formando poesias

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Solidão


“...Existe o silêncio de quando se está acompanhado e você faz opção
De ficar em silêncio
E existe o silêncio de quando você está só e não tem com quem falar
Não ter opção, é angustiante.” entende?

sábado, 24 de março de 2012

Linha do Tempo


Eu acredito que dentro de nós, existe algo que somos e simplesmente somos.  isso é nossa essência.
Às vezes nós nos afastamos de nós mesmos e por instantes não parecemos nós, isso é simples e complexo ao mesmo tempo.
Porque só depois que conseguimos nos aproximarmos novamente de nossa essência é que percebemos
O quanto estavámos distantes dela e de nós mesmos. 
Isso não é triste, na minha opinão
É extremamente válido! E  necessário para o equilíbrio. Para se alcançar o equilíbrio é preciso pender para os lados e até mesmo se desequilibar.

Trajeto




Dentro do Caminho qual é  o meu caminho? Eu sempre me fiz exatamente essa pergunta e nesse exato momento algo me vem a mente:Que o meu caminho é e será enquanto estiver caminhando.
No meu caso, faz bem assumir o que eu não sei.
Tenho me permitido sentir medo, insegurança e outros sentimentos
Que eu não me permitia sentir.  Isso tem me deixado emocionado porque é  algo humano.
E necessário para me colocar no meu devido lugar.
Muita segurança e coragem me tornaram por vezes arrogante e sabedor do que não sabia.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012


As águas se vão
Verão nova estação
Urge celebrar

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Esquadro


Eu pensei que o silêncio

Fosse nos constranger com o passar do tempo

E que a impressão de estarmos nus

Nos deixaria encabulados

Chega ser constrangedor

Como seu silêncio

Se encaixa no meu

Como o invisível véu

Lhe faz cócegas tão sinceras

Ès bela!

Eu fico a admira-la

Pura contemplação

Como se eu soubesse

O que há por detrás desse sorriso

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

DETALHES

Só eu sei o quanto cantei
Aquela música
Enquanto todos pareciam surdos

A vodka é amarga
No primeiro gole
Depois o amargo é mais denso
Como um blues

E a raiva é um combustível
Barato
Que faz sentir o contrário

Quanto mais raiva senti de você
Mais desejei tê-la
Num antagonismo de quem ama[VA ]

Você não estava lá
Sua voz sim
E ela ecoava nos espaços vazios
Gritando coisas de amor

sábado, 16 de julho de 2011

Ensaio: das Coisas do AR

...Volátil, ficou no ar




E quando inspirei já não era o mesmo




Não tinha rugas nem coisas demais que marcassem- me a idade




Mas, hoje senti-me como um velho em manhã de primavera




Mesmo não sabendo o que isso signifique




Vi que envelheci




E vi que há muito entre ser tudo e ser nada




Não é nada demais não é nenhum invento




É só porque há uma calma e um contentamento




Há também um caminho do meio




E menos inquietação. não, acho que não

sábado, 14 de maio de 2011

Letras

Quis se fazer de invisível
Errou um pouco as horas
Na demora foi extraviando
Parte da bagagem


Na brava tentativa
Tenta guardar na memória
Mente?
Inventa com quem ri


Calma, com sabor de café
Coração com palpites em resposta
A sobriedade de um anjo de barro
Em noite tempestuosa


As sinas
E os sinais
Gozam de mim
Por conta de uma vogal


É trágico e não mágico
Como há espaço dentro de mim
Pra tanta malícia e ingenuidade






Nota: Escrito em 2007 ou 2008 encontrado agora em 2011. E sincero o bastante para ser postado.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Teor Alcatrão

Acendo um cigarro
O cigarro dilue o seu gosto nos meus lábios
Os pêlos arrepiados ainda cheiram a nudez do seu corpo
O cérebro nem responde, nem sente, nem mente


Acendo um cigarro
Pra encontrar a calma
Pra loucura sanar
Pra saudade chorar


Acendo outro cigarro
Sua música há de cessar
Sua voz no eco há de cansar
Sua imagem há de gastar


Outro cigarro
Pra poesia entoar
Pra poesia ficar no lugar
Acendo e apago, eu que nunca fui de fumar.


terça-feira, 4 de agosto de 2009

Ego

Basta um canto pra enganar a morte
Sofre-se um tanto pra engravidar a sorte
Como se um no outro não se encontre
....Amortece


O amor tece com a capacidade de cada mão
Quem fica a discutir a beleza é pagão
Menos coerente ou não

Fuga, fulgaz, plurais
haverá um dia que não me iluda?
Jamais


È o fado são os dados

Minhas invenções

Parece engraçado

Como ontém tudo isso fazia sentido

E hoje

È apenas uma parte do mosaico

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Fôlego


È o início


È o fim


È assim um vício do fim

O ofício de ir


Dos meios, jeitos o existir


Das existências a ficção e a ciência


Nas ciências, quando, milagre


Nos milagres o início


No início, nada.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

I


Eu já abri tantas vezes o guarda-roupas
Troquei tantas vestimentas
Que já não sei
Qual delas fica mais bela

Já cortei tantas vezes o cabelo
pentei-o para um lado para o outro
Não decidindo se era cara ou coroa
Com a barba a fazer
Lembrei-me de que no fundo não tinha barba
E quando a fiz
Enruguei um pouco

Eu quis tanto achar
Fiz tanto pra descobrir
Mas, não deu
Eu mudei pra existir.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O Ìndio






E se antes Índio
Agora Cacique
Se antes garoa
Agora tempestade
Na figura de linguagem meio termo
Agora o termo inteiro
Se antes com dúvidas
Agora o silêncio primeiro
Havia uma música
Agora o ritmo certeiro
Ontém brasileiro
Amanhã poeta estrangeiro.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Sóis Culpado

Andava quase cansado
Com coisas no bolso e passo apressado
E hoje vi uma flor

Há tanto não cantava
Com muito me preocupava
E hoje vi uma flor

Dentre tantas ruas, avenidas e calçadas
Não quis olhar a varanda da casa
E hoje vi uma flor

Com espanto e tentando não ligar
comecei a assoviar
E hoje vi uma flor

Com tanta sorte
Comecei a desconfiar para não contrariar
E hoje vi uma flor

Já era constante e se já tinha nome
dono não tinha
E hoje vi minha flor

Sendo minha secreto eu fazia
A espiava quando queria
E hoje vi uma flor.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Exageros


Tantas partes me divido
E em você tudo é exagero
Risos de Dezembro
Querer de beijos sem tempo

Melodias sopradas ao pé do ouvido
Tudo num infinito segredo de felicidade
clandestina

Por você que penso antes de falar
Mas, digo sempre o mesmo
Te amo, te quero, saudades
Minha eterna novidade

No escuro se faz vontade
No sonho realidade
Sóbrio até maldade

Bem me quer
E assim vai
Ruge alto no quarto
E urge

Tudo é fato
Nada são as horas no seu abraço
Num aumento
Se longe, todas são lembranças
ao seu lado.
[ E repete].

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Mulheres Apaixonadas

Quem dera , a fúria de todas essas mulheres
Espuma, pura quimera
Quem me dera ?
Dos Deuses

Primavera febril - que tanto floresce
Tão mortal e suspeita
tanta paciência , quando não volúpia

Caprichoso destino, resguarda o seio
Venoso sangue de fel e intriga

Candura, esse embalo e zelo

Tão sofregos os suspiros
Coisas de toda mulher ...

Uma brancura alva, pura luz que engendra
chuva no verão , calor no inverno


Do Mundo um vício, de vigilância cega

a finitude entregou tanta paixão
Na dosagem nunca houve exatidão.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Do Dia-a-Dia

O Amor é urgente.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Insone

Eu tenho que sonhar
Eu tenho que acordar
Para sonhar eu teria que dormir
Para acordar também

Minha linha estreita é essa
Preciso sonhar
Preciso acordar
E é como se eu não quisesse dormir.

Meu estado é o silêncio
Talvez não seja silêncio
Seja ignorância mesmo
Desconhecer realmente

E não ter mais sequer compaixão
para inventar a parte de dentro
ou a parte de fora

Quando penso
Quando falo
Digo para mim
Para mim mesmo

E para quem acaba ouvindo
Um tanto de invenções de uma parte minha que já foi
Que está indo
Que não é

Muitas vezes durante o discurso
Me escuto enquanto falo
E me afasto de mim mesmo
Ao ponto de parecer uma verdade mal contada para quem ouve

Mas, não há volta é vicioso
Estou só agora
E falo em voz alta para poder me ouvir
A noite vem com seus sons poucos

E eu apenas penso no que falo e escrevo
Já me vem o sono que eu não queria aceitar
Vou me deixando hipnotizar olhos pesados mãos lentas
Mãos pesadas olhos lentos

Durmo para o acordar e sonho para o escrever.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Marco Zero

Deveras semelhança ao instante anterior
Ao marco zero,
Onde nada, era eu.

Num remontado absurdo de esconderijos
A espiar
Sua graça catalã

Bendita,
Tarde que chegastes com hálito de maçã
Espalhando confusão

Trágicas, trágico
O acidente de corpos, o coração selvagem
Três mil pecados na sala

Nua, perdida, seios e ruas
Sina complexa- desfigura
Juras sinceras e a porta aberta

Não és minha, não sou seu
Descoberta, passas frio
Ao fogo, queimamos a razão

Ao nada tornamos
Semelhantes ao instante posterior
Vivos, cicatrizes sem pudor.

Roda