O Confeiteiro

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...”Sempre que acordo Com a intenção de não ser O de ontém Mudo E o paradoxo mais bonito È que continuo sendo o mesmo”...

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Marco Zero

Deveras semelhança ao instante anterior
Ao marco zero,
Onde nada, era eu.

Num remontado absurdo de esconderijos
A espiar
Sua graça catalã

Bendita,
Tarde que chegastes com hálito de maçã
Espalhando confusão

Trágicas, trágico
O acidente de corpos, o coração selvagem
Três mil pecados na sala

Nua, perdida, seios e ruas
Sina complexa- desfigura
Juras sinceras e a porta aberta

Não és minha, não sou seu
Descoberta, passas frio
Ao fogo, queimamos a razão

Ao nada tornamos
Semelhantes ao instante posterior
Vivos, cicatrizes sem pudor.

quarta-feira, 26 de março de 2008

A Fraqueza do Poema

Ela ou Ela
Desenlace fatal no seu olhar
Enquanto as paisagens correm pelas janelas
sem serem notadas e as notas tocam caladas
Precipício, alta erupção de dois vulcões
há tanto adormecidos
Suicídio se entregar quando algoz
o medo traz a fenda
O mercúrio escorre pelas mãos
fugidio , líquido, fugaz
Estou a fraquejar
Como quem tem pouco tempo a dar
Silêncio, o vento leva calmo
O outono me traz repetição certa
Ela, Ingrid
Orvalho da manhã amar

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Soneto de Carnaval


Caiu o sábado, e Iemanjá fez reverência
Consagrou o profano, pintou o céu de azul
Meu samba, saiu gingado, doido, folião
Todo emoção, seguiu a marcha e o bloco

Levantou domingo, São Luiz. sorriu
E depois choveu, calou bem pouco
Que sufoco! Seguiu a euforia
Dancei filosofias, perdi as horas

Subestimei, Segunda, caiu o pandeiro
Uns trinta parceiros me ajudaram a cantar
Um samba velho , uma velha marcha

Embriaguei a terça , já saudoso
Despi a musa , quebrei o vidro. Fiz farra nos camarins
Fiz dela Colombina, me fiz Pierrot .

Roda