O Confeiteiro

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...”Sempre que acordo Com a intenção de não ser O de ontém Mudo E o paradoxo mais bonito È que continuo sendo o mesmo”...

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Teor Alcatrão

Acendo um cigarro
O cigarro dilue o seu gosto nos meus lábios
Os pêlos arrepiados ainda cheiram a nudez do seu corpo
O cérebro nem responde, nem sente, nem mente


Acendo um cigarro
Pra encontrar a calma
Pra loucura sanar
Pra saudade chorar


Acendo outro cigarro
Sua música há de cessar
Sua voz no eco há de cansar
Sua imagem há de gastar


Outro cigarro
Pra poesia entoar
Pra poesia ficar no lugar
Acendo e apago, eu que nunca fui de fumar.


terça-feira, 4 de agosto de 2009

Ego

Basta um canto pra enganar a morte
Sofre-se um tanto pra engravidar a sorte
Como se um no outro não se encontre
....Amortece


O amor tece com a capacidade de cada mão
Quem fica a discutir a beleza é pagão
Menos coerente ou não

Fuga, fulgaz, plurais
haverá um dia que não me iluda?
Jamais


È o fado são os dados

Minhas invenções

Parece engraçado

Como ontém tudo isso fazia sentido

E hoje

È apenas uma parte do mosaico

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Fôlego


È o início


È o fim


È assim um vício do fim

O ofício de ir


Dos meios, jeitos o existir


Das existências a ficção e a ciência


Nas ciências, quando, milagre


Nos milagres o início


No início, nada.

Roda