Quem dera , a fúria de todas essas mulheres
Espuma, pura quimera
Quem me dera ?
Dos Deuses
Primavera febril - que tanto floresce
Tão mortal e suspeita
tanta paciência , quando não volúpia
Caprichoso destino, resguarda o seio
Venoso sangue de fel e intriga
Candura, esse embalo e zelo
Tão sofregos os suspiros
Coisas de toda mulher ...
Uma brancura alva, pura luz que engendra
chuva no verão , calor no inverno
Do Mundo um vício, de vigilância cega
a finitude entregou tanta paixão
Na dosagem nunca houve exatidão.
O Confeiteiro
- Rafael Lizzio.
- ...”Sempre que acordo Com a intenção de não ser O de ontém Mudo E o paradoxo mais bonito È que continuo sendo o mesmo”...
segunda-feira, 14 de julho de 2008
segunda-feira, 30 de junho de 2008
terça-feira, 27 de maio de 2008
Insone
Eu tenho que sonhar
Eu tenho que acordar
Para sonhar eu teria que dormir
Para acordar também
Minha linha estreita é essa
Preciso sonhar
Preciso acordar
E é como se eu não quisesse dormir.
Meu estado é o silêncio
Talvez não seja silêncio
Seja ignorância mesmo
Desconhecer realmente
E não ter mais sequer compaixão
para inventar a parte de dentro
ou a parte de fora
Quando penso
Quando falo
Digo para mim
Para mim mesmo
E para quem acaba ouvindo
Um tanto de invenções de uma parte minha que já foi
Que está indo
Que não é
Muitas vezes durante o discurso
Me escuto enquanto falo
E me afasto de mim mesmo
Ao ponto de parecer uma verdade mal contada para quem ouve
Mas, não há volta é vicioso
Estou só agora
E falo em voz alta para poder me ouvir
A noite vem com seus sons poucos
E eu apenas penso no que falo e escrevo
Já me vem o sono que eu não queria aceitar
Vou me deixando hipnotizar olhos pesados mãos lentas
Mãos pesadas olhos lentos
Durmo para o acordar e sonho para o escrever.
Eu tenho que acordar
Para sonhar eu teria que dormir
Para acordar também
Minha linha estreita é essa
Preciso sonhar
Preciso acordar
E é como se eu não quisesse dormir.
Meu estado é o silêncio
Talvez não seja silêncio
Seja ignorância mesmo
Desconhecer realmente
E não ter mais sequer compaixão
para inventar a parte de dentro
ou a parte de fora
Quando penso
Quando falo
Digo para mim
Para mim mesmo
E para quem acaba ouvindo
Um tanto de invenções de uma parte minha que já foi
Que está indo
Que não é
Muitas vezes durante o discurso
Me escuto enquanto falo
E me afasto de mim mesmo
Ao ponto de parecer uma verdade mal contada para quem ouve
Mas, não há volta é vicioso
Estou só agora
E falo em voz alta para poder me ouvir
A noite vem com seus sons poucos
E eu apenas penso no que falo e escrevo
Já me vem o sono que eu não queria aceitar
Vou me deixando hipnotizar olhos pesados mãos lentas
Mãos pesadas olhos lentos
Durmo para o acordar e sonho para o escrever.
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