O Confeiteiro

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...”Sempre que acordo Com a intenção de não ser O de ontém Mudo E o paradoxo mais bonito È que continuo sendo o mesmo”...

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Esquadro


Eu pensei que o silêncio

Fosse nos constranger com o passar do tempo

E que a impressão de estarmos nus

Nos deixaria encabulados

Chega ser constrangedor

Como seu silêncio

Se encaixa no meu

Como o invisível véu

Lhe faz cócegas tão sinceras

Ès bela!

Eu fico a admira-la

Pura contemplação

Como se eu soubesse

O que há por detrás desse sorriso

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

DETALHES

Só eu sei o quanto cantei
Aquela música
Enquanto todos pareciam surdos

A vodka é amarga
No primeiro gole
Depois o amargo é mais denso
Como um blues

E a raiva é um combustível
Barato
Que faz sentir o contrário

Quanto mais raiva senti de você
Mais desejei tê-la
Num antagonismo de quem ama[VA ]

Você não estava lá
Sua voz sim
E ela ecoava nos espaços vazios
Gritando coisas de amor

sábado, 16 de julho de 2011

Ensaio: das Coisas do AR

...Volátil, ficou no ar




E quando inspirei já não era o mesmo




Não tinha rugas nem coisas demais que marcassem- me a idade




Mas, hoje senti-me como um velho em manhã de primavera




Mesmo não sabendo o que isso signifique




Vi que envelheci




E vi que há muito entre ser tudo e ser nada




Não é nada demais não é nenhum invento




É só porque há uma calma e um contentamento




Há também um caminho do meio




E menos inquietação. não, acho que não

Roda