O Confeiteiro

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...”Sempre que acordo Com a intenção de não ser O de ontém Mudo E o paradoxo mais bonito È que continuo sendo o mesmo”...

sábado, 16 de julho de 2011

Ensaio: das Coisas do AR

...Volátil, ficou no ar




E quando inspirei já não era o mesmo




Não tinha rugas nem coisas demais que marcassem- me a idade




Mas, hoje senti-me como um velho em manhã de primavera




Mesmo não sabendo o que isso signifique




Vi que envelheci




E vi que há muito entre ser tudo e ser nada




Não é nada demais não é nenhum invento




É só porque há uma calma e um contentamento




Há também um caminho do meio




E menos inquietação. não, acho que não

sábado, 14 de maio de 2011

Letras

Quis se fazer de invisível
Errou um pouco as horas
Na demora foi extraviando
Parte da bagagem


Na brava tentativa
Tenta guardar na memória
Mente?
Inventa com quem ri


Calma, com sabor de café
Coração com palpites em resposta
A sobriedade de um anjo de barro
Em noite tempestuosa


As sinas
E os sinais
Gozam de mim
Por conta de uma vogal


É trágico e não mágico
Como há espaço dentro de mim
Pra tanta malícia e ingenuidade






Nota: Escrito em 2007 ou 2008 encontrado agora em 2011. E sincero o bastante para ser postado.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Teor Alcatrão

Acendo um cigarro
O cigarro dilue o seu gosto nos meus lábios
Os pêlos arrepiados ainda cheiram a nudez do seu corpo
O cérebro nem responde, nem sente, nem mente


Acendo um cigarro
Pra encontrar a calma
Pra loucura sanar
Pra saudade chorar


Acendo outro cigarro
Sua música há de cessar
Sua voz no eco há de cansar
Sua imagem há de gastar


Outro cigarro
Pra poesia entoar
Pra poesia ficar no lugar
Acendo e apago, eu que nunca fui de fumar.


Roda